terça-feira, 19 de abril de 2011
O CARÁTER HISTÉRICO
Foi Platão quem "batizou a moléstia, acreditando que sua origem estivesse ligada ao útero (Hysteras=útero) baseado nas observações de Hipócrates: "Quando o útero se descoloca sobre o fígado, a mulher perde a voz, cerra os dentes, e sua dor enegrece.". Foram as primeiras tentativas de explicar os transtornos histéricos.
A histéria é uma neurose, que pode ser desencadeada por processos orgânicos ou essencialmente psiquícos, sendo caracterizadas por manifestações exageradas de imagens, ideias, e afetos. O mundo exterior não é visto com distorções pelos neuróticos, que apresentam alterações do equilíbrio emocional interno, que inibe o comportamento social e dá lugar a sintomas subjetivos: angústia. Os neuróticos podem ser enquadrados em fóbicos, ansiosos, obessessivos, histéricos, etc.
Os Neuróticos fabricam inconscientemente sintomas , fazendo deles uma "válvula", na procura do equilíbrio emocional perdido. Devido a incapacidade de obter a satisfação determina frustações, que darão lugar à agressividade, que muitas vezes se dissimula em ironias, sarcamos, atitudes de indiferença, debilidade orgânica e ociosidade.
O caráter histérico indentifica-se pela sugestibilidade e autosugestibilidade (influencibilidade e inconsistência de personalidade), alterações sexuais (frigidez nas mulheres, e nos homens interesse sexual reduzido), mitomania (tendência mórbida à mentira). O histérico se mostra como falso personagem numa existência irreal, que tem como objetivo substituir a realidade pela fantasia e pelo prazer. O aparecimento das crises obedece a uma certa política que proporciona ao indivíduo aquilo que ele procura: atenção, carinho, realização de suas necessidades e exigências.
(Livro: Medicina e Saúde Vol.4 - Editora Abril Cultural)
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